Leitura: Mateus 12, 1-9

Texto: Deuteronômio 14, 21

 

Queridos irmãos,

 

O texto de hoje é um pouco esquisito. A proibição de cozinhar o cabrito no leite da própria mãe é uma lei que chama a atenção. Alguém já ouviu um sermão sobre isso? Eu nunca ouvi. O texto deve ser importante, porque se encontra três vezes no AT: em Êx. 23:19, Êx. 34:36 e aqui em Dt. 14:21.

 

No livro de Êxodo esta regra está ligada com as festas em Israel. Veja o Capítulo 23.

O vs. 14 diz que haverá, três vezes por ano, uma festa perante o Senhor;

O vs. 15 fala sobre a festa dos pães asmos. Esta festa é a festa da Páscoa;

O vs. 16 fala sobre a festa da Sega. A festa dos primeiros frutos. É a festa de Pentecostes; o vs. 16 fala também sobre a festa da colheita na saída do ano. Esta festa marca o final da colheita, quando tudo foi colhido. Esta festa foi a festa dos Tabernáculos. Então, existiam três grandes festas: a da Páscoa, a de Pentecostes e a dos Tabernáculos.

O Capítulo 23 oferece também algumas regras a respeito dessas festas. Veja os versículos 18 e 19. Uma regra curta para cada festa. Não uma descrição completa da cerimônia, nem todas as regras a respeito dos sacrifícios. Todas as regras nós encontramos num outro livro, sendo o livro Levítico. Aqui encontramos só uma regra específica, que caracteriza a festa. Vamos ver:

Vs. 18: “Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará gordura da minha festa durante a noite até pela manhã”; esta regra fala sobre o pão levedado, e isso se refere, sem dúvida nenhuma, à festa da Páscoa.

Vs. 19: “As primícias dos frutos da tua terra trarás a casa do Senhor, teu Deus”. Essa regra fala sobre as primícias dos frutos, então isso se refere à festa de Pentecostes.

Então, a terceira regra, aquela do cabrito no leite da mãe, deve estar ligada com a terceira festa: a festa dos Tabernáculos. Esta regra deve ser caraterística para a festa da colheita no fim do ano!... Para ler mais, clique aqui.

Leitura: Jeremias 31, 31-34 & Hb. 9, 11-28

Texto: Lucas 22, 20

 

Queridos irmãos em Jesus Cristo,

Hoje vamos falar sobre o segundo sacramento da nossa igreja: a Santa Ceia. É bom fazer isso, porque, no domingo que vem, celebraremos a santa Ceia. Então, este sermão serve para preparação para a Santa Ceia. Este sermão serve para mostrar a importância da Santa Ceia para nossa vida.

Foi Jesus Cristo mesmo que nos mostrou esta importância, porque quando ele celebrou a primeira Santa Ceia com os seus discípulos, ele pegou o cálice, levantou-o e disse: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós (Lc. 22,20)”. 

Jesus deixou bem claro que a Santa Ceia não é somente um jantar com todos os seus discípulos antes da festa da Páscoa. Uma cerimônia como nós conhecemos no dia Natal ou no dia da Páscoa, quando nós nos sentamos com toda a família ou com alguns amigos para comemorar esta festa; e para comemorar a amizade. O caráter da Santa Ceia não é o mesmo que o dos jantares com amigos ou familiares. A Santa Ceia tem um caráter especial, porque a Santa Ceia une estas pessoas numa NOVA ALIANÇA. “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós”, disse Jesus.

Sabemos que uma aliança é um pacto entre duas (ou mais) pessoas. E muitas vezes uma aliança foi selada com sangue. Há tribos onde as pessoas que fazem um pacto cortam a mão com uma faca e depois elas dão as mãos sangrentas para que o sangue se misture: dessa forma a aliança é selada...Para ler mais, clique aqui.

Leitura: Deuteronômio 12

 

Amados irmãos,

O culto serve a Deus? Ou serve ao Povo de Deus? O que vocês acham?

Qual é o papel do culto? Vamos ouvir mais sobre isso hoje à noite, abrindo a palavra de Deus e observando o Capítulo 12 do livro de Deuteronômio.

O Capítulo 12 é o centro desse livro. Os capítulos anteriores funcionam como uma introdução, e aqui se começa a falar sobre a lei de Deus. Veja o versículo 1: São estes os estatutos e os juízos que cuidareis de cumprir na terra que vos deu o Senhor Deus de vossos pais, para a possuirdes todos os dias que viverdes sobre a terra. O livro da lei começa aqui e vai até o Cap. 26. E logo no início se fala sobre o lugar que o Senhor Deus vai escolher para pôr seu nome e sua habitação; antes de tudo, a lei fala sobre o lugar do culto.

Isso está em primeiro lugar! E, de certa forma, dá para entender, porque isso tem a ver com os primeiros mandamentos: como devemos amar a Deus! Isso tem a ver também com a confissão principal de Israel, que encontramos em Dt. 6:4; O “sjemah Israel”: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas. A vida inteira deve ser santificada pelo culto a Deus.

O lugar santo serve para... Para ler mais, clique aqui.