Leitura: Mt. 5, 43-48; Atos 3, 14-19

Texto: Lucas 23, 34

 

Queridos irmãos em Cristo Jesus,

 

[Faz uma semana] que o caso do casal Nardoni, que matou a sua filha Isabella, estava no centro da atenção em todo Brasil. Talvez vocês assistiram o processo. Quem assistiu, deve se lembrar que houve um momento em que um pastor Pentecostal apareceu em frente ao Fórum gritando “Jesus perdoará o casal Nardoni”. 

Não sei exatamente como este pastor chegou a essa conclusão, mas posso imaginar que ele pensou no texto que vamos tratar hoje à noite. Na Sexta-Feira Santa, Jesus olhou para as pessoas que o condenaram a morte e penduraram na cruz e ele disse: Pai perdoa-lhes: pois não sabem o que estão fazendo. Pode ser que o pastor pensou naquelas palavras de Jesus quando ele gritou: “Jesus perdoará o casal Nardoni”. Jesus perdoou o povo que o assassinou, então com certeza perdoará também o casal Nardoni, que assassinou a sua filha.

Irmãos, nós não podemos usar essas palavras de Jesus assim. Essas palavras não significam um ‘perdão geral’ para todos os assassinos, nem ‘um perdão particular’ para esse casal. Porque, em primeiro lugar, nós não podemos dizer que eles não sabiam o que estavam fazendo! Eles sabiam muito bem, porque até tentaram esconder as provas do seu crime; e, em segundo lugar, nós não podemos usar essas palavras, porque são palavras particulares de Jesus; palavras especiais, faladas num momento especial na história da Salvação. Temos que observar a história da Salvação, para descobrir o verdadeiro sentido dessa oração.

Já disse: o momento é especial! Ou, até melhor: a crucificação de Jesus é um momento único na história desse mundo. A história desse mundo mudou definitivamente depois da Sexta-Feira Santa.

Muitas coisas aconteceram na semana santa. A semana começou com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Lc. 19). Logo depois...Para ler mais, clique aqui.

Leitura: Domingo 48 CdH

Texto: Mt. 13, 31-32

 

Queridos irmãos em Cristo Jesus,

Hoje chegamos a tratar a segunda petição da oração “Pai Nosso”. Cristo nos ensinou a orar: Pai, venha o teu Reino! Então, o tema para hoje é o reino de Deus.

Sabemos que este tema é um tema importante nos evangelhos. Foi um dos temas principais na pregação de Jesus. Ele sempre disse: arrepende-te, porque o reino dos céus está perto. E essa pregação chegou ao seu clímax no dia em que Jesus Cristo subiu ao céu.

[Talvez vocês se lembrem da pregação no dia em que comemoramos a ascensão de Cristo. (Slides (ordem inversa) Jesus Cristo rei dos Judeus)]. Haverá um dia em que Jesus voltará em sua glória sob as nuvens; e todo olho o verá. Todo mundo observará Jesus como Rei.

Neste momento Jesus é rei. Ele conquistou os corações; ele conquistou o mundo; por meio da pregação do evangelho. Os apóstolos eram seus mensageiros. Eles pregaram o evangelho, enquanto foram guiados pelo Espírito de Cristo. No dia da sua morte, o governador Romano, Pôncio Pilatos, escreveu em seu registro: morreu Jesus Cristo, o Rei dos Judeus. Pilatos o considerou assim: como Rei dos Judeus!

Mas Jesus lhe disse: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora meu reino não é daqui!

O reino de Cristo vem dos céus; vem de Deus. Este reino é espiritual! Os discípulos aprenderam isso no dia da ascensão de Jesus Cristo. Eles lhe perguntaram (Atos 1,6): Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? E Jesus lhes respondeu: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai... Para ler mais, clique aqui.

L.: Salmo 42+43

T.: Salmo 42+43

 

Queridos irmãos/irmãs,

 

Uma alma abatida e perturbada. Quem não reconhece isso hoje em dia?

A nossa situação se parece muito com a situação do autor do Salmo 42!

Ele está longe do templo, da casa de Deus, e sente saudades quando pensa na comunhão com o povo de Deus. Eu sinto isso também. Já há dois meses que estamos afastados da casa de Deus e vivemos distantes do povo da igreja. Eu sinto falta disso; sinto saudades, e sei que existem muitos irmãos que sentem a mesma coisa.

Almas abatidas e perturbadas. Perturbadas também, porque muitos se perguntam: Nós não devemos ter cultos no dia de domingo? Nós não temos que dar culto a Deus? Por que podemos ir, sim, para o supermercado, que às vezes está lotado, mas não podemos nos reunir na igreja para adorar a Deus e encontrar os irmãos? Vejo que muitos ficam perturbados por esse tipo de perguntas.

Almas perturbadas e abatidas, igual à alma do salmista.

O Salmista está perturbado, mas ele não perdeu a sua esperança.

Ele se lembra da casa de Deus; ele se lembra do altar da salvação; ele se lembra do amor de Deus e confia que seu Deus o ajuda, e por causa disso ele termina esse salmo com uma oração.

O Salmo é dividido em três estrofes. E cada estrofe termina com o mesmo refrão. O refrão diz:

Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei; a ele, a Salvação da minha face e Deus meu. O Salmista repete isso três vezes, então ele quer que nós aprendamos isso. Por isso escolhi o refrão como tema do sermão.

 

UMA ALMA PERTURBADA CONFIA EM SEU DEUS E ORA PARA QUE ELE A SALVE.

  • A PERTURBAÇÃO (1-4);
  • A ESPERANÇA (6-10);
  • A ORAÇÃO (43, 1-4)

 

A primeira parte falará sobre o motivo da sua perturbação. O autor está longe da casa de Deus e do povo de Deus. Veja o vs. 4. Ele tem boas lembranças de quando passava com a multidão de pessoas e as guiava em procissão à casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.

Provavelmente a festa de Sukkot. Durante essa festa o povo ficava em cabanas feitas de folhas das árvores, para comemorar a época em que Israel passava pelo deserto. A festa de “Sukkot” é a festa por excelência em Israel. É uma verdadeira festa, com danças ... Para ler mais, clique aqui.

Texto: Mateus 7, 7-12

Leitura: Salmo 73

 

Queridos irmãos,

Imagine que seu filho lhe pede comida, pois está com muita fome. Ele pede várias vezes; ele insiste, pois tem muita fome. E o que você faz? Provavelmente dará alguma coisa para ele comer: um pãozinho ou um biscoitinho. E se não tiver nada para dar? Com certeza ninguém, nenhum pai ou mãe, dará pedra em vez de pão ao seu filho. E, também, ninguém dará uma cobra em vez de um peixe. Quem fizer isso não ama os seus filhos, mas os odeia. Podemos imaginar um inimigo fazendo isso, mas não os próprios pais.

Os pais normalmente amam os seus filhos e cuidam deles. O pai rico faz isso, mas o pai pobre também. Talvez o pobre não possa dar tanto quanto o pai rico, mas ele procura o melhor para os seus filhos, e não o pior. Sei que isso não acontece sempre. Existem pais que deixaram a sua família, deixaram a esposa e as crianças e não se preocupam mais com a vida delas. Eles mostram claramente o que Jesus está dizendo: os pais são maus.

Alguns mostraram isso claramente; outros escondem as suas maldades, e mais outros lutam contra isso. Mas todos os pais ou as mães são maus. Jesus não quer dizer que somente os pais são maus. Jesus se refere ao pecado original. Todo mundo é contaminado com este pecado. Pais, mães e crianças também.  Todos nós somos maus. Mas sendo maus, sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos:  O pão de cada dia, o material para a escola, roupas para se vestir, às vezes um presente. São as coisas básicas que cada criança precisa na sua vida. O pai que ama os seus filhos, se tiver condições, dá essas coisas.... Para ler mais, clique aqui.

Texto: Daniel 6                       

 

Queridos irmãos em Cristo Jesus,

Hoje vamos continuar com a leitura do livro de Daniel. Chegamos ao sexto capítulo desse livro. Em cima deste está escrito, em minha Bíblia: Daniel na cova dos leões; A maioria das pessoas, lendo esse cabeçalho, pensam no buraco onde estavam os animais ferozes. Mas a cova dos leões não é somente o lugar dos animais. A cova de leões é a Babilônia.

Todo o capítulo nos mostra que Daniel estava no meio dos inimigos, que queriam ver o seu sangue. O diabo estava lá, andando em seu redor, como leão que ruge, procurando-o para devorá-lo.

Vamos observar isso.

O capítulo começa com um novo rei: Dario, rei dos Medos e os Persas.

O Império Babilônico acabou com a morte do rei Belsazar. De acordo com o texto na parede, o império foi dividido entre os Medos e os Persas; e o novo rei é Dario. Ele foi um bom governador, porque gostou de uma boa administração. Provavelmente ele ouviu da fama de Daniel e por causa disso o colocou numa posição alta. Observando o seu trabalho, Dario ficou tão satisfeito que pensava em nomeá-lo como segundo homem do país.

E isso causou inveja! Os outros governadores não gostavam disso. Eles eram  corruptos e perversos, mas Daniel era justo. Os outros governadores queriam eliminá-lo, e tentaram pegá-lo com armadilhas. O texto diz: Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. (vs. 4).

Essa frase já nos mostra que eles tentaram, várias vezes, acusá-lo; Daniel morava numa casa de vidro. Eles o seguiam com olhos de águia para pegá-lo, mas ele... Para ler mais, clique aqui.

Texto: Jeremias 18: 23; Mt. 6: 12.14; Apocalipse 6: 9

 

Queridos irmãos em Jesus Cristo,

Jesus nos ensinou a orar: “Perdoe-nos os nossos pecados”. Parece que esta oração é uma regra geral; parece que nós sempre devemos perdoar os pecados dos outros. Será que esta mensagem é verdade, irmãos? Se for assim, como combina esta oração com a oração do governador Neemias (3: 17) ou com a oração do profeta Jeremias? Eles oraram a Deus e disseram: não perdoes seu pecado e que sua iniquidade e seu pecado não sejam cancelados diante de ti. A oração deles é oposta à oração de Jesus. Podemos orar assim, dizendo: Não perdoe o pecado dele? Ou devemos seguir a oração de Jesus e sempre perdoar?

 

O Espírito de Deus nos ensina que devemos não somente pedir o perdão dos pecados, mas também condenar os pecados.

  • A oração de Jeremias, que condenou os pecados;
  • A oração de Jesus, que pediu perdão dos pecados;
  • A oração dos Santos, que clamaram pela justiça de Deus;

 

Sempre devemos observar o contexto das palavras de uma pessoa. Duas pessoas podem dizer a mesma coisa, mas num contexto diferente; Ou duas pessoas podem dizer coisas opostas, mas também em situações diferentes.

Jeremias era um profeta de Deus. Deus o mandou profetizar. O Espírito de Deus estava nele e lhe revelou as palavras que Jeremias devia dizer ao povo de Israel. Aqui em Capítulo 18 Deus mandou Jeremias visitar a casa do oleiro. Lá ele recebeu uma visão. Deus lhe revelou que Ele é como o oleiro, e o povo de Israel é o barro. Deus pode fazer alguma coisa boa do seu povo. O oleiro pode formar um vaso belo, se o material for mole e deixa se formar. Deus quer dizer: Se o meu povo é mole e se ARREPENDE... Para ler mais, clique aqui.

 

Texto: Salmo 144: 14    

                                                                                                                     

Queridos irmãos em Cristo Jesus,

 

Hoje em dia muitas pessoas estão procurando uma vida feliz e abençoada.

Elas enchem as igrejas, porque querem receber uma benção de Deus!

Há pessoas que querem que o filho se torne um grande jogador de futebol; outras querem que a filha se torne uma modelo; Mais outras pessoas querem prosperidade: uma benção sobre os seus negócios; E existem ainda mais outras que querem saúde: uma cura da sua doença; Uma pessoa que recebe tal benção é bem-aventurada!

 

Agora, a pergunta é: o que devemos fazer para conseguir essas benções?

O Salmo 144 fala sobre isso. O Salmo 144 fala sobre várias benções e diz:

Bem aventurado o povo a quem assim sucede!

Sim, bem aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor.

 

Salmo 144 traz os parabéns para o povo de Deus!

  1. Parabéns para o povo que terá uma vida protegida e abençoada;
  2. Parabéns para o povo que tem governadores crentes que oram;
  3. Parabéns para o povo cujo Deus é o Senhor;

 

Queridos irmãos em Cristo Jesus,

 

Parabéns!

Normalmente recebemos os parabéns no dia do nosso aniversário!

“Mais um ano de vida! Parabéns!”

Ou recebemos os parabéns se conseguirmos uma coisa boa em nossa vida.

 

O autor do Salmo 144  também quer parabenizar o povo de Deus.

O final do salmo diz o seguinte:

Bem aventurado o povo a quem assim sucede!

Sim, bem aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”.

 

Assim é o final desse Salmo. Assim é a conclusão de Salmo 144.

Bem aventurado o povo a quem assim sucede!

Sim, bem aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor.

 

O Salmo fala sobre muitas coisas, e no final o autor disse:

Bem aventurado o povo a... Para ler mais, clique aqui.

 

Texto: Salmo 137              

                                              

Queridos irmãos em Cristo,

O Salmo 137 é um pouco complicado. O início é bonito, mas o fim é horrível.

No início o autor fala sobre o seu amor por Jerusalém, a cidade de Deus;

No fim ele fala sobre a vingança de Deus contra Edom e Babilônia.

Especialmente o fim deste salmo deixa-nos confusos.

Filha da Babilônia, que hás de ser destruída,

Feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.

Feliz aquele que pegar teus filhos

E esmagá-los contra a pedra.

 

O que fazer com estas palavras? São palavras de um crente? Parecem palavras de um homem vingativo, que não quer saber de nada sobre perdão; Estas palavras combinam com o ensino de Jesus? Por exemplo, Mateus 5,44: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Parece que o fim deste salmo mostra uma atitude completamente inversa do que Jesus Cristo mostrou quando ele orou na cruz por aqueles que o tinham perseguido.

Muitos comentários não sabem bem tratar este salmo, por causa do fim. Acham que este salmo é um salmo do Antigo Testamento, que fica abaixo do nível do Novo Testamento. Mas isso não é verdade, pois também no Novo Testamento encontramos orações de vingança; Pense, por exemplo, em Apocalipse 6. As almas em baixo do altar que está no céu reclamam, dizendo: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”.

Não é verdade que existe uma diferença entre o AT e o NT neste ponto. A oração para pedir a vingança de Deus encontra-se tanto no AT, quanto no NT.  Não há diferença. O AT não mostra um Deus da vingança e o NT... Para ler mais, clique aqui.