L.: Lc. 24, 1-12 / 2 Co. 4, 1-16

T.: 2 Co. 4, 14

 

Queridos irmãos e irmãs,

Amados visitantes!

 

Hoje é o dia de Páscoa. Este dia é uma festa para a igreja cristã. A festa da vida. No dia da Páscoa a igreja comemora que Cristo venceu a morte: ele foi ressuscitado e está vivo até agora. A igreja espalha a luz de Cristo. O brilho da Páscoa se espalha num mundo que está em trevas, nas cidades assombradas; especialmente hoje em dia. Não é assim, irmãos? Nós vivemos numa situação em que a sombra da morte escureceu a vida de muitas pessoas. O mundo parou, as lojas estão fechadas, os hospitais estão cheios e as ruas estão desertas, as pessoas se esconderam em suas casas, pois estão com medo; o mundo está sendo aterrorizado pelo Corona Vírus. Mais de um milhão de pessoas já morreram no mundo inteiro por causa do vírus. O mundo está assombrado e muitas pessoas estão estressadas, oprimidas, perplexas, se sentem ameaçadas, e há pessoas que estão abatidas, deitadas na cama, com febre, tossindo e com problemas respiratórios, ansiosas, lutando pela vida.

 

Numa situação dessa, vamos ouvir o evangelho da boca do apóstolo Paulo, que também lutou pela sua vida. Ele sabe o que é sofrer. Ele sofreu muito, fisicamente e psicologicamente; esteve várias vezes à beira da morte, mas ele não perdeu o ânimo. O evangelho da Páscoa mudou a sua vida e fortaleceu a sua fé. Ele quer compartilhar isso conosco; ele quer que o evangelho da Páscoa mude a sua vida e fortaleça a sua fé. Ele não quer que fiquemos desanimados, mas que o evangelho da Páscoa nos anime e nos fortaleça neste período assombrado. Vamos ler a história dele, que encontramos em 2 Coríntios 4, 1-16 [leitura].

Um dos versículos mais importantes aqui é o versículo 14: Porque sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos também nos ressuscitará com Jesus, e nos apresentará com vocês! Esse é o evangelho que deixou Paulo animado, e ele quer que nós sejamos assim também.

 

Tema: Paulo nos ensina que não devemos nos desanimar no dia da Páscoa.

  • A Páscoa mudou a fé de Paulo; (13)
  • A Páscoa mudou a vida de Paulo; (7-12)
  • A Páscoa mudou o futuro de Paulo (14);
  • A Páscoa muda também a nossa vida! (15)

 

Irmãos, irmãs, hoje temos tempo para pensar nas coisas que estão acontecendo. O mundo está parado, e nós também. Um momento de pausa, uma hora livre para assistir o culto online; um momento para meditar sobre o evangelho da Páscoa. A Páscoa tem a ver com a ressureição de Jesus Cristo! Por causa disso lemos o texto de Lucas 24, que fala sobre isso. Numa sexta-feira, Jesus morreu na cruz! Três dias depois, ele foi ressuscitado. Ele se levantou e apareceu aos seus discípulos. VIVO!...Para ler mais, clique aqui.

L.: Salmo 42+43

T.: Salmo 42+43

 

Queridos irmãos/irmãs,

 

Uma alma abatida e perturbada. Quem não reconhece isso hoje em dia?

A nossa situação se parece muito com a situação do autor do Salmo 42!

Ele está longe do templo, da casa de Deus, e sente saudades quando pensa na comunhão com o povo de Deus. Eu sinto isso também. Já há dois meses que estamos afastados da casa de Deus e vivemos distantes do povo da igreja. Eu sinto falta disso; sinto saudades, e sei que existem muitos irmãos que sentem a mesma coisa.

Almas abatidas e perturbadas. Perturbadas também, porque muitos se perguntam: Nós não devemos ter cultos no dia de domingo? Nós não temos que dar culto a Deus? Por que podemos ir, sim, para o supermercado, que às vezes está lotado, mas não podemos nos reunir na igreja para adorar a Deus e encontrar os irmãos? Vejo que muitos ficam perturbados por esse tipo de perguntas.

Almas perturbadas e abatidas, igual à alma do salmista.

O Salmista está perturbado, mas ele não perdeu a sua esperança.

Ele se lembra da casa de Deus; ele se lembra do altar da salvação; ele se lembra do amor de Deus e confia que seu Deus o ajuda, e por causa disso ele termina esse salmo com uma oração.

O Salmo é dividido em três estrofes. E cada estrofe termina com o mesmo refrão. O refrão diz:

Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei; a ele, a Salvação da minha face e Deus meu. O Salmista repete isso três vezes, então ele quer que nós aprendamos isso. Por isso escolhi o refrão como tema do sermão.

 

UMA ALMA PERTURBADA CONFIA EM SEU DEUS E ORA PARA QUE ELE A SALVE.

  • A PERTURBAÇÃO (1-4);
  • A ESPERANÇA (6-10);
  • A ORAÇÃO (43, 1-4)

 

A primeira parte falará sobre o motivo da sua perturbação. O autor está longe da casa de Deus e do povo de Deus. Veja o vs. 4. Ele tem boas lembranças de quando passava com a multidão de pessoas e as guiava em procissão à casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.

Provavelmente a festa de Sukkot. Durante essa festa o povo ficava em cabanas feitas de folhas das árvores, para comemorar a época em que Israel passava pelo deserto. A festa de “Sukkot” é a festa por excelência em Israel. É uma verdadeira festa, com danças ... Para ler mais, clique aqui.

L.: Domingo 49 Catecismo [2020]

T.: Lc. 22, 39-46

 

Queridos irmãos e irmãs,

 

Nós vivemos em tempos difíceis. Estamos no meio de uma crise global, causada pelo Corona vírus. Nós nos parecemos com o povo de Israel, quando ainda estava no Egito, antes da instituição da Páscoa. Eles receberam de Deus a ordem de entrar em suas casas, fechar as portas e ficar em isolamento, para que o anjo da morte não entrasse em suas casas. Nós recebemos, também, a ordem de ficar isolados em nossas casas, para que o vírus não entre.

Então, estamos em tempos difíceis; Deus parou o mundo, para que o mundo abra os olhos e pense em sua fragilidade e procure o seu socorro em Deus, o Pai de Jesus Cristo. Este tempo de isolamento é, ao mesmo tempo, uma oportunidade para orar, meus irmãos! Procurar a Deus em oração. Jesus nos ensinou a orar. A dizer: Pai nosso, glorificado seja o teu nome, venha o teu reino, e seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

Hoje à noite vamos dar atenção à terceira petição:  Pai, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu! O que essa petição significa para nós? Nós sabemos que o próprio Jesus orou essa oração um pouco antes de morrer. Na noite em que foi traído, ele subiu ao Monte das Oliveiras para orar e disse: Pai, se queres, afaste de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua! 

Sabe, irmãos, estou curioso para saber como vocês entendem essa oração. Muitas pessoas, especialmente jovens, consideram essa oração como uma declaração de resignação. Um tipo de fatalismo. O que deve ser feito, deve ser feito, porque ninguém pode escapar do seu destino. Deus tem seu plano, e nós não... Para ler mais, clique aqui.

L.: Domingo 1 Catecismo [2020]

T.: Rm. 14, 7-9

 

Queridos irmãos,

Aqui no Nordeste existe um ditado que diz:

“Mais vale um amigo na praça do que dinheiro no bolso”.

Todo mundo conhece esse ditado e concorda com isso.

Pois assim funciona aqui na sociedade. É verdade!

“Mais vale um amigo na praça do que dinheiro no bolso”.

O que isso quer dizer?

 

Isso quer dizer que alguém pode ter um monte de dinheiro, mas isso não ajuda sempre.

Você não pode comprar tudo. Às vezes você precisa de ajuda, mas não consegue, porque as pessoas não estão interessadas em dinheiro. É melhor ter um amigo, um bom contato, que pode te ajudar.

Vou lhes dar um exemplo: Um tempo atrás, EU precisava de um médico, mas não conseguia marcar nada, porque todos estavam ocupados. Eu podia oferecer dinheiro, mas sabia que isso não ajudaria em nada. Continuei procurando, até encontrar um bom amigo que tinha contatos, e ele contatou alguém e conseguiu uma vaga, de maneira que o médico podia me atender. Assim eu aprendi essa verdade aqui: “Mais vale um amigo na praça do que dinheiro no bolso”.

Amizade é muito importante aqui no Brasil, mais do que dinheiro. Boas relações são indispensáveis para quem quer progredir e ter sucesso. Quem reconhece isso deve se interessar pela mensagem de hoje, que diz:

 

“Não existe melhor amigo do que Jesus. Ele consola na vida e na hora da morte”.

  • Jesus é amigo.
  • Ele consola na vida;
  • E na hora da morte;

 

Queridos irmãos, prezados visitantes, a primeira pergunta do nosso Catecismo é bem direta e confrontante. A pergunta é esta: Qual é o seu único consolo na vida e na morte? Vou repetir mais uma vez: Qual é o seu único consolo, tanto na vida, como também na morte? Essa pergunta é bem básica, e tem a ver com a vida de qualquer pessoa; crente ou descrente. Nesses dias em que todo mundo está isolado e parado, as pessoas têm tempo para refletir sobre a sua vida. Qual é seu único consolo na vida e na morte? Há muitas coisas que trazem consolo na vida: um bom emprego, muito dinheiro, um bom amigo. Mas qual dessas coisas traz também consolo na hora da morte?

Imagine uma pessoa na beira da morte, na UTI, dependendo da máquina respiratória, sofrendo, sozinha, isolada, para não infectar outras pessoas. Talvez ela seja um homem rico, mas o dinheiro não pode salvar a sua vida. Talvez tenha um bom emprego, mas isso também não ajuda na hora da morte. Isso não vale nada. O que vale é um bom amigo que sabe consolar ... Para ler mais, clique aqui.

Domingo 16b CdH

P. 44. Por que se acrescenta: “desceu ao inferno”?

R. Porque meu Senhor Jesus Cristo, sofre, principalmente na cruz, inexprimíveis angústias, dores e terrores. Por isso, até nas minhas mais duras tentações, tenho certeza de que ele me libertou da angústia e do tormento do inferno.

Texto: 1 Pedro 3: 18-22
Leitura: Domingo 16b

Queridos irmãos em Jesus Cristo,

Hoje vamos falar sobre o inferno. Isso não é um assunto que tocamos regularmente uns com os outros; e não é um assunto sobre o que os nossos
pastores pregam regularmente. Há outras igrejas onde os pastores pregam regularmente sobre a condenação e o inferno, mas aqui não. Nas nossas
igrejas os membros pensam, sim, sobre esses assuntos, mas não falam muito sobre isso. Não é diretamente uma realidade na nossa vida. O céu e o inferno existem no horizonte da nossa vida.

Somente por causa disso já é bom que falemos especialmente sobre este assunto. Não dá para negar este assunto ou para esquecer que o inferno
existe. Há pessoas que dizem que o inferno não existe, mas o nosso Senhor Jesus Cristo fala sobre isso. Para Jesus o inferno existia realmente: ele falou sobre isso, ele avisou contra isso, ele viu o poder do inferno em redor dele, ele viu o poder do inferno aqui na terra, e ele lutou contra isso. Jesus Cristo falou sobre isso e por causa disso a igreja de Cristo não pode ficar calada; é por causa disso que a igreja fala sobre isso nesta confissão, dizendo que ‘Jesus Cristo desceu ao inferno’. Hoje queremos descobrir o que isso quer dizer, pois não é tão fácil para entender.

O significado da descida de Cristo ao inferno:

1) Na história da igreja;
2) Nas suas mais duras tentações.

O significado da descida de Cristo ao inferno na história da igreja

Irmãos, esta parte é a mais complicada do nosso credo apostólico. Por causa dela havia muitas discussões na história da igreja. Há muitas opiniões
diferentes sobre esta parte da doutrina. ... Para ler mais, clique aqui.